05/05/2013

Lagarta autômata

Acho que decidi investir mesmo no mundo acadêmico quando me vi incrivelmente fascinada por descobrir coisas novas e divulgá-las, pelo simples prazer de saber as coisas, porque quase tudo é fascinante.

Esses dias me apaixonei por um lindo autômato suíço em forma de lagarta. Uma jóia, feita de ouro, pérolas e outras pedras preciosas, datada de 1820.


Fabricada por Henri Maillardet, funciona a partir de minúsculos mecanismos de relojoaria. Tão incrível que quase vira uma borboleta:



Para que serve? Para ser mágico. O século XIX era mesmo incrível, com suas coisinhas que não serviam para absolutamente nada a não ser maravilhar e serem lindas.



Fontes: Retronaut e Altgadget
20/04/2013

Meio que saí de casa

Mais ou menos.

Comecei a fazer pós-graduação na USP. Campinas fica a duas horas de São Paulo, em um dia normal, com um pouco de trânsito. O fretado leva duas horas e meia para chegar, o que quer dizer que não valeria a pena fazer bate e volta todos os dias, seria cansativo demais. Além disso, tenho uma tia que mora em São Paulo, a uma hora de metrô da USP.

Essa tia costumava morar numa casona enorme na zona sul, onde eu facilmente teria um quarto e um banheiro só pra mim, além de, possivelmente, uma cômoda. Mas então ela teve que se mudar e foi, provisoriamente, para um apartamento pequeno para duas pessoas. Ontem meu sofá-cama chegou, então tenho um quarto, mas até então, estava dormindo no sofá da sala. Até que era legal.

O que eu realmente sinto falta, na verdade, é de um armário. Chato de ficar mudando de cidade é ter que levar pouca roupa. E fazer malas pequenas pra não ficar muito pesado, além de ter que ficar levando o notebook nas costas. Descolei uns cinco cabides e uma gavetinha no armário e tento levar o menor número possível de sapatos. O que quer dizer que eu acabo sempre com uma saia, uma calça e um monte de blusas. Mas sempre sinto falta de alguma coisa que ficou na casa dos meus pais. Uma saia, um par de sapatos, um casaco, um batom. Ainda por cima o clima das duas cidades é completamente diferente. Sinto que preciso refazer meu armário inteiro.

Outra coisa são os livros. Se eu não tenho espaço pra roupas, imagine para pastas e pastas de todos os xerox que já tirei na graduação. Sim, elas fazem falta - e muita. As pastas e os cadernos e os poucos livros teóricos que tenho, além dos lápis de cor e das canetinhas - mesmo que eu ande grifando super pouco.

Pelo menos levei a câmera fotográfica que é muito mais útil em São Paulo do que em Campinas.
06/04/2013

Sorteio

Ganhei um sorteio do facebook. Desses que ninguém nunca ganha. Mas eu ganhei. E foi muito louco porque eu nem queria muito, nem me esforcei, nem conhecia a marca direito, nem nada.

Um dia vi que uma amiga minha, de infância - dessas que a gente têm nas redes sociais e promete que algum dia vai reencontrar, mas nunca marca de fazer nada - tinha entrado em uma promoção de pincéis para maquiagem. Era um estojão cheio de pincéis chineses, com hastes coloridas. Achei bonito, tenho poucos pincéis. Me inscrevi no sorteio. Nunca ganho nada mesmo.

Aí uns dias depois, outra amiga com quem também não falo há muito tempo, me avisou por mensagem que eu tinha ganhado uma promoção, "aquele da maquiagem lá". Eu tinha bloqueado a página do meu feed de notícias, então não tinha visto. Mas era verdade, eu tinha ganho!

Pedi pra entregarem na casa de uma amiga, porque nada chega aqui em casa. Passaram-se dois meses e eu já tinha desistido. Achei chato reclamar com a empresa, já que eu nem estava pagando. Minha amiga perguntou se eles já tinham enviado. Disse que sim.

Mas semana passada chegou. E o envelope veio da China, com mais pincéis que eu sei a utilidade. Acho que eu nem tenho maquiagem o suficiente pra usar com tudo aquilo. Não sei se os pincéis são bons. Ainda não tive tempo de testar. Não são tão macios quanto os que eu já tinha (que doei para minha irmã, depois de muita insistência da parte dela), mas são um montão. E vieram perfeitinhos, com plástico cobrindo cada pincel separadamente. O estojo inteiro (que fecha com ímã) veio dentro de um saquinho de pano e tudo veio num envelopão revestido de plástico bolha, com mais plástico bolha dentro, uma maravilha. E ainda foram de graça.

Sparky aprova!


02/03/2013

Sobre Arte


Eu queria ter coragem de largar tudo e viver só de arte. Para a arte e pela arte. Ser uma dessas pessoas incrivelmente interessantes que adicionam valor na vida das pessoas. Que fazem coisas que duram ou que mudam o dia das pessoas por apenas alguns instantes importantes. Queria fazer coisas especiais e dignas. Coisas que importassem.

Mas o que eu queria mesmo era ter algo especial a dizer.
01/03/2013

Eu sou Colombina, eu sou Pierrot

Ganhei uma câmera profissional de presente de formatura. A formatura foi há seis meses e a máquina chegou agora. Aproveitei pra levá-la comigo à Florianópolis, no Carnaval. É verdade que a câmera não faz o fotógrafo, mas que uma DSLR - e esta é a minha primeira - facilita muita coisa, facilita. Por exemplo, ela tira fotos excelentes no escuro, sem flash. Então provavelmente virão muitas outras fotos aqui no blog de agora em diante.

E eu fotografei o Carnaval de rua no lugar mais simpático de Floripa, Santo Antônio de Lisboa, me sentindo o Brassai do digital colorido.


27/02/2013

C is for Cookie

Achei uma receita de biscoito na internet que era tão fácil, mas tão fácil que eu decorei. Eu não costumo cozinhar, não tenho paciência, mas acho que cozinho razoavelmente bem e, de uns anos pra cá, nada que eu fiz foi catastrófico. Além disso, o biscoito era de Nutella.

Se você quiser fazer também, pegue o caderninho de receitas e anote como fazer. Cuidado pra não perder nada.


  • 1 ovo
  • 1 copo de farinha de trigo
  • 1 copo de Nutella

Aí é só misturar bem misturadinho, fazer formato de biscoito e colocar no forno a 180º por 5 a 10 minutos, dependendo se você gosta dos seus cookies mais durinhos ou mais maciozinhos. Servir com leite.


E é só isso!  Eu deixei por 8 minutos e ficou perfeito. Não precisa nem untar a forma por causa do óleo de amêndoas da Nutella. A primeira fornada que eu fiz ficou mais gordinha, com recheio molinho. A segunda, com cookies mais fininhos, ficou mais crocante. Gostei das duas.

O problema é que tem que ser rico (ou morar com os pais), porque um copo de Nutella é uma embalagem de Nutella quase inteira. Da próxima vez vou ver se coloco macadâmias e fazer o cookie mais caro do mundo!

Receita original, além de outras nove dicas de comidas muito fáceis, aqui. Aliás, o Messy Nessy Chic é um blog super legal cheio de curiosidades histórias e coisas interessantes.

22/02/2013

Pitiníase Rósea

Tenho médicos demais na família. Quando fico com um problema de saúde, minha mãe resolve, principalmente porque ela raramente erra um diagnóstico (a menos que eu esteja resfriada, quando ela sempre diz que eu estou com pneumonia e que vou morrer - porque pneumonia é muito perigoso nessa idade). Se ela não souber o que é, uma das minhas tias resolve. Senão, meu primo resolve e em breve meu irmão vai conseguir resolver também. Eu raramente vou em outros médicos. Infelizmente, nenhum dos meus parentes é dermatologista.

E eu, que puxei todos os genes ruins do lado alemão do meu pai, pego alguma coisa estranha na pele todo verão. Minha mãe, que nunca erra diagnósticos, diz que é o calor, que eu sou sensível demais. Me sinto o Harry protestando contra a Madam Pomfrey na ala hospitalar "I'm not delicate!" Pelo menos tenho uma desculpa maravilhosa para me mudar algum dia para um lugar mais fresco: meu organismo simplesmente não aguenta esse calor. Já estou planejando todas as coisas legais que vou fazer em Oslo.

E então que em Dezembro apareceu um coiso estranho na minha barriga. Mostrei pra minha mãe, que já sabia o que era, mas não tinha certeza, então mostrou pra um amigo dermatologista. Ele me receitou a pomada que cura todos os problemas de pele que já tive na vida. Começou a melhorar. No entanto, um tempo depois, começaram a aparecer mais coisos parecidos, menores, em outros lugares do corpo. Todo mundo me disse que era normal, então continuei passando a pomada.

Até que no Carnaval resolvi ir pra Florianópolis e eu sabia que resolveria todos os meus problemas. O mar sempre cura todas as doenças. Corte? Feridas? Espinhas? Enfia na água salgada que passa. Quando eu entrei no Mar Morto, o supermar, todas as minhas feridas cicatrizaram, inclusive uma queimadura horrível que eu tinha feito dias antes, que insistia em não melhorar, mesmo com remédio. Parei de passar a pomada só na menção de ir à praia.

Mas é claro que nada deu certo do jeito que eu queria. Fiquei doente e as feridas só pioraram e aumentaram de tamanho. Entrei em desespero, estava virando um monstro. Pior: o mar tinha me traído!

Marquei consulta na dermatologista. A última vez que eu tinha ido foi ano passado, também no verão, quando eu tinha virado um monstro pela primeira vez. Foi só telefonar que as lesões começaram a melhorar de novo, estavam bem menos vermelhas. Me senti uma idiota.

Chegando lá, ouvi a melhor coisa que é possível ouvir de um médico. Estava tudo bem, poderia ser bem pior, que era assim mesmo e que eu iria melhorar sozinha. Realmente não há nada no mundo como se recuperar de doenças sem precisar de nenhum remédio.